Emoções

Pode parecer simples definir a palavra emoção… Mas a emoção representa um processo que, no seu todo, pode ser bem complexo.

As emoções consistem na nossa resposta a um estímulo externo provocado pelas pessoas ou acontecimentos à nossa volta. É despoletada pela mente, mas carateriza-se por ações que acontecem no nosso corpo. Quando o nosso cérebro é exposto a este tipo de estímulo, liberta hormonas que são responsáveis pelo nosso estado emocional. Dependendo deste estado emocional, podem mesmo ocorrer alterações físicas como, por exemplo, o choro, alterações cardíacas, a transpiração, entre outras.

Todos nós somos diferentes e, perante um estímulo, cada um de nós reagirá de forma diferente. Há determinadas pessoas que têm uma maior capacidade de controlar as emoções para que estas não influenciem quem está ao seu redor nem o contexto no qual estão inseridos, mas, para grande parte de nós, esta é uma tarefa muito difícil.

Há vários tipos de emoções e várias teorias desenvolvidas à volta deste tema, mas como emoções básicas podemos mencionar, por exemplo, a alegria, tristeza, o medo, a raiva, a surpresa… Cada ser humano pode experenciar inúmeras emoções e algumas delas muito complexas.

Ao longo dos anos tem sido dada cada vez mais importância ao estudo das emoções de forma a que melhor se compreenda e controle diversas patologias associadas ao campo emocional.

Gatilho emocional

O chamado gatilho emocional acontece, geralmente, como resultado de experiências negativas. Consiste numa reação emocional perante uma situação negativa e surge, muito provavelmente, como consequência de algum tipo de dor ou sofrimento com os quais não pudemos lidar na infância. Quando nos deparamos com alguma situação que, de alguma forma, nos remete para algum desses acontecimentos, instintivamente geram-se estes gatilhos. No entanto, encontrar a origem deste gatilho pode ser um processo de elevada complexidade. Mas, só depois de o identificarmos, seremos capazes de começar a lidar com ele, o que é absolutamente fundamental para que possamos manter algum controlo sobre as nossas emoções.

Colapso emocional

Quando os gatilhos emocionais acontecem é provável que muitas vezes gerem problemas mais profundos e, de certa forma, incontroláveis.

O colapso emocional significa exatamente isso, que algo está completamente fora do controlo. E, aqui, é preciso atuar. É importantíssimo que se reconheçam quais os limites que foram ultrapassados para que já não sejamos capazes de lidar e controlar as nossas emoções.

Há muitos fatores externos, como o stress, a ansiedade, traumas ou perdas, que podem desencadear uma crise emocional e é necessário ir desenvolvendo ferramentas que permitam algum controlo quando a situação ultrapassa os limites. Mas isto nunca será possível sem que primeiro se reconheça que estamos prestes a iniciar esta crise ou colapso emocional. Mas isso acontece naturalmente se soubermos ouvir o nosso corpo e interpretarmos os sinais que ele nos dá.

Controlar as emoções e sentimentos

Aprender a controlar as nossas emoções e sentimentos é possível, embora nem sempre seja uma tarefa fácil. É extremamente importante termos uma enorme capacidade de auto-observação e autoanálise, que nos permita identificar que fator está a desencadear determinada emoção. Depois de conseguirmos superar este primeiro passo, devemos começar a desenvolver ferramentas para lidarmos com este elemento desencadeante. Partilhar tudo isto com alguém nos possa ouvir e, de alguma forma, ajudar, pode ser uma boa opção.

Ao aprendermos a lidar com esta espécie de frustração que nos destabiliza, somos mais facilmente capazes de gerir cada emoção de uma forma que evite o descontrolo e entremos numa espiral que nos conduz ao colapso.

A inteligência emocional diz respeito a isto mesmo, a capacidade de compreender bem e ser capaz de gerir as emoções com que lidamos constantemente nas nossas vidas.

Emoções boas e más

Não se fingem emoções. No momento em que recebemos um estímulo externo, a nossa reação será, quase sempre, perceptível. Quem está ao nosso redor perceberá exatamente o que quer dizer a nossa reação naquele momento, muito através, por exemplo, da nossa expressão facial. Devemos ser capazes de, ao longo da vida, desenvolver competências fortes de inteligência emocional, pois serão essas mesmas ferramentas que nos farão lidar de forma mais ou menos positiva com todos os fatores externos com que somos confrontados. A inteligência emocional tornar-nos-á pessoas mais equilibradas, ponderadas, positivas e, acima de tudo, com outra disponibilidade para ver sempre as coisas de uma outra perspetiva que nos tornará, certamente, pessoas mais felizes.

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